Bíblia Ortodoxa
- Secretaria de Comunicações

- 8 de out. de 2020
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A Bíblia, em origem, não é Cristã e sim Judaica. Eles estudam a bíblia há quase 4000 anos. Três séculos antes de Cristo, a cultura grega já havia se espalhado pelo mediterrâneo e o grego era a língua "internacional". Muitos judeus já haviam esquecido o hebraico, sua língua original, e, ou falavam dialetos locais como o aramaico, ou, em locais como Egito, Roma e Grécia, falavam grego. Isso fazia com que muitos não pudessem ler as Escrituras, pois já não entendiam a língua em que estavam escritas. Foi obra de um faraó egípcio de ascendência grega, Ptolomeu II, filho de Ptolomeu I, que fora general de Alexandre, o Grande. Ele ordenou que 72 sábios judeus, que conheciam tanto o hebraico quanto o grego, traduzissem as Escrituras (que hoje chamamos de Antigo Testamento) para o grego. Isso as tornou legíveis para os judeus de sua época e para todo o mundo que quisesse conhecê-las. Eles foram reunidos em Alexandria, cada um em um quarto e quando terminaram suas traduções combinavam perfeitamente. A Bíblia ortodoxa, isto é Septuaginta, ou ainda LXX (nome da versão da Bíblia Hebraica do Antigo Testamento mais citada por Nosso Senhor Jesus e pelos Apóstolos no Novo Testamento, por toda a Igreja até o século IV, por toda a era do Império Romano e até os dias de hoje é lida na Liturgia grega). Era a versão mais utilizada pelos Pais da Igreja e referência também no Ocidente onde existia uma tradução para o Latim da Septuaginta. Jerônimo rompe com a tradição ortodoxa ocidental no século 4 e refaz a tradução, predominantemente a partir de textos judaicos. A Septuaginta inclui alguns livros não encontrados na bíblia hebraica. Muitas bíblias da Reforma seguem o cânone judaico e excluem estes livros adicionais. Entretanto, católicos romanos incluem alguns destes livros em seu cânon e as Igrejas ortodoxas usam todos os livros conforme a Septuaginta. Essa tradução para o Latim, conhecida como Vulgata Latina é que é que é a referência para a igreja romana até hoje, e a retradução para línguas vernáculas daqueles textos judaicos retraduzidos (chamada versão Massorética) é a tradição protestante até hoje. As 5 principais versões Bíblicas são: Bíblia Hebraica (39), Bíblia da Igreja Ortodoxa Síria – PESHITA (78), Bíblia da Igreja Católica Romana (73), Bíblia da Igreja Ortodoxa Etíope (85) e Bíblia do Protestantismo (66). Podemos distinguir na Igreja Ortodoxa quatro formas de ler as escrituras, denominadas: -Nossa leitura deve ser obediente -Ela deve ser eclesiástica, junto com a Igreja -Ela deve ser centrada em Cristo - Ela deve ser pessoal.





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