Mariologia Ortodoxa (Luc 1,26-38; Jo 1,14a)
- Secretaria de Comunicações

- 9 de out. de 2020
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Mariologia é o conjunto de estudos teológicos acerca de Maria, mãe de Jesus Cristo na Igreja que compreende uma vasta produção bibliográfica que visa a salientar a importância da figura feminina de Maria e a profunda e piedosa crença dos fiéis a ela, com o objetivo de enriquecer o âmbito teológico cristão. A doutrina e o lugar de Maria na Igreja é chamado de “Mariologia”. Ortodoxos e Católicos Romanos acreditam que ela é a “Mãe de Deus” (Theotokos) e a “Sempre Virgem Maria”. Este Concílio reuniu-se em Éfeso, em 431, no tempo do Imperador Teodósio, o Jovem. Contou com a participação de duzentos Santos Padres. O Concílio condenou Nestório, Patriarca de Constantinopla, por seus heréticos ensinamentos sobre a Santíssima Virgem Maria e o nascimento do Senhor. Nestório não queria designar a Santa Virgem como Theotokos (Genitora de Deus), mas como Cristotokos (Genitora de Cristo). Os Santos Padres condenam os ensinamentos de Nestório e confirmam que a Santa Virgem devesse ser chamada de Theotokos. Além do mais, o Concílio confirma as decisões dos Primeiro e Segundo Concílios Ecumênicos, especialmente o que se referia ao Credo Niceno-Constantinopolitano, ordenando que ninguém lhe retirasse nem acrescentasse nada. O lugar de Maria na piedade da Igreja Ortodoxa tem grande importância no crescimento espiritual de todos nós. Sua Natividade, na carne, de pais estéreis em sua velhice, mas confiantes na relação com Deus, é o ato que marca o início do Reino que vem se instalar na Terra. Deus prepara, primeiramente, um humilde e fervoroso casal para acolher Aquela que viria dar à luz ao Filho de Deus na carne, é Maria Quem vem dar à luz de maneira misteriosa e miraculosamente pelo Espírito Santo. Na realidade do Cristianismo Oriental Maria não é a Imaculada Conceição. Ela é gerada na carne, segundo uma promessa, de maneira natural à qualquer relação humana conjugal. Quem deu à luz a Deus? Maria, somente. O dogma da Imaculada Conceição da Igreja católico-romana pode fazer de Maria um(a) deus(a) – gerada sem pecado – no lugar de Seu próprio Filho. Não é em vão que em muitas de Suas representações pitorescas e estátuas Ela aparece sozinha, sem Seu Filho – contrário à Iconografia da Igreja Ortodoxa. O fato que A marca, fazendo-A sujeito de toda veneração não é somente Sua virgindade, mas sobretudo Sua maternidade – ser a Mãe de Deus (Theotokos). A Igreja Ortodoxa honra sua milagrosa “assunção” com uma festa no dia 15 de agosto, como os seguidores do papa romano. Ambos acreditam na intercessão da Virgem Maria e de todos os Santos. A intercessão é um reflexo da unidade da Igreja do céu com a Igreja da terra. Mas ambos acreditam que a Mãe de Deus é a Igreja. A Igreja é o Corpo de Cristo. Os que pertencem a Igreja são identificados com Ele. Mas ele também é nosso “irmão” (Ro. 8, 29). Se Cristo é nosso irmão, a Virgem Maria é nossa Mãe. A Igreja é nossa Mãe pelo Batismo. Então, a Virgem Maria é a Igreja





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