A Cruz Ortodoxa
- Secretaria de Comunicações

- 8 de out. de 2020
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A cruz mais difundida na Ortodoxia é a de oito braços, que recebe também o nome de Crucifixo. Sobre a haste central (vertical) se encontram três travessões horizontais. O maior, que se encontra no centro, é onde os braços de Jesus ficaram estendidos. O superior lembra a pequena tábua com a inscrição: "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus", escrita em três línguas: grego, latim e hebraico, e colocada sobre a Cruz de Jesus por ordem de Pilatos. Era um costume romano escrever a culpa do réu nestas tabuinhas. Na tradição ortodoxa, os pés de Jesus não estavam atravessados por um só cravo, como é representado pelos latinos, mas por dois: um para cada pé. O que é confirmado pelas investigações sobre o santo Sudário de Turim. A haste inferior serviu como apoio aos pés do Crucifixado. Um de seus extremos está um pouco mais elevado, apontando para o céu, para onde se dirigiu o Bom Ladrão, crucificado com Jesus. O outro extremo, ao contrário, está direcionado para baixo, o lugar destinado ao outro ladrão que não se arrependeu. Muitas vezes, debaixo da Cruz, vê-se a imagem de uma caveira: é a cabeça de Adão que, segundo a Tradição, foi sepultado sob o Gólgota, embaixo do lugar onde Jesus foi crucifixado. Na rachadura da rocha, sob a Cruz, cai sobre a cabeça de Adão uma gota do Sangue de Jesus Cristo, significando assim que a vida está sendo devolvida à Adão - ao homem e à humanidade. Ao lado da Cruz está representada a Virgem Maria e o Discípulo Amado, o apóstolo João. Com frequência, aparecem também os instrumentos da morte: a lança, com a qual lhe atravessaram seu lado, e a cana com a esponja embebida em vinagre que um soldado romano deu a Jesus Cristo. As cruzes estão na moda, hoje em dia. A dura resistência dos ateus com respeito ao crucifixo tem contribuído para novos modismos em relação aos seus formatos. Há cruzes de diferentes formas e tamanhos, simples ou sofisticadas, que se converteram em símbolo de nosso tempo, mas não como símbolo de fé e, sim, um modo de burlar, ludibriar, confundir a fé da Igreja. A cruz, o símbolo máximo do cristianismo, é o testemunho tangível de nossa redenção. No Santo Ofício da Festa da Exaltação da Santa e Venerável Cruz, a Igreja glorifica o santo lenho com muitos louvores: "A Cruz é a proteção do Universo, a beleza da Igreja, o emblema dos monarcas, a afirmação dos fiéis, a glória dos anjos e o látego dos demônios". Desde os primeiros séculos do cristianismo, cada fiel porta uma cruz sobre o peito lembrando as palavras do senhor: "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me". Mc 8, 34. Após o batismo, é costume abençoar uma pequena cruz que o recém-batizado trará em seu peito como escudo da fé e arma contra os demônios. As cruzes que se vendem nas Igrejas são abençoadas durante um ofício especial, que obedecem leis canônicas, assim, devem ser tratadas com o devido respeito. Não existem normas quanto ao material a ser usado na confecção de uma cruz, porém, as cruzes mais simples, de madeira ou de metal, são espiritualmente mais adequadas à Cruz do Senhor. Não há diferença se a cruz é sustentada por um cordão simples ou um fio mais resistente (corrente de metal mais nobre). O que importa é que a cruz esteja firmemente colocada.





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